quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A importância do lúdico na sala de aula

No texto, o autor aborda a importância do lúdico na sala de aula iniciando o jogo, o "jogo do saber" podemos praticá-las em vários lugares, em todo e qualquer espaço social. Nas salas de aula esse espaço deveria ter privilégio para se exercer. Apontaremos algumas características do jogo dentro da sala de aula.Quando falo do jogo do saber, estou tentando recuperar a ludicidade no processo ensino-aprendizagem. Lembro no texto que a palavra "ludus" significa jogo, divertimento. Em Japonês atividade lúdica significa: jogo, brinquedo e brincadeira provoca prazer e não tem caráter produtivo" em termos materiais.
Mas muitas vezes, o lúdico vem sendo negado cada vez mais precocemente, e isso acontece também nas salas de aula de educação infantil.
Mas perguntamos procurar eliminar o lúdico cada vez mais cedo da vida das crianças, não seria uma forma de depressão? Se a resposta for afirmativa a escola e as relações estabelecidas na sala de aula, vem contribuir com eficácia nesse processo.
Viver o lúdico na escola é viver o momento, o presente e o agora. Segundo Huizinga, “ a atividade lúdica entre outras características, tem um poder de fascinar aqueles que com ela se envolvem, definimos pela alegria, prazer de sua vivência, esse jogo do saber é uma alternativa para fugir da alienação.
O “Jogo da boca do forno” ou Farão tudo o que o seu mestre mandar?
O professor que adota características lúdicas na escola encontra resistência, pois há quem acredite que o brinquedo, o jogo perturbem a ordem causando a desordem e indisciplina, mas ao contrário dessa hipótese, citamos Huizinga que diz que “o verdadeiro jogo em si “cria ordem e é ordem” uma ordem eficaz para o aprendizado dos alunos.
Jogar significa colocar algo em jogo, muitas vezes o professor autoritariamente um jogo só seu regras estabelecidas impostas, dos alunos de maneira direta e camuflada.
É preciso que o professor entenda que no processo pedagógico não há danos do saber que ao educar ele também se educa. Paulo Freire afirma que sem a coragem de correr riscos, não existe educador. E jogar significa correr riscos.
O “Jogo do sério”
Há uma grande dificuldade de falar sobre o lúdico pois percebemos que por alguns não é considerado coisa séria, onde muitas vezes cria-se uma barreira muito forte, na sala de aula se dá o lúdico no sentido de dedicação ou atribuir significados pois o trabalho com ludicidade requer do professor dedicação e seriedade.
Outro equívoco que ocorre é quando pensamos que o professor que se fantasia de lúdico, o processo educativo, esquecendo o conteúdo e preocupando-se só com “o aprender a aprender”. Acreditamos em que há espaço para a ludicidade na sala de aula, também para manifestação do dia-a-dia e não só com datas comemorativas. Como diz Rubem Alves “o estudar com gosto e não com amargura de períodos maçantes em que se faz tudo por obrigação.
Devíamos perguntar quais as oportunidades de vivências lúdica que os educadores tem no seu cotidiano?Não seria na sala de aula também um espaço para a sua própria vivência pessoal com mais sabor?
As pesquisas de Piaget que ele é fundamental para o pensamento lógico, autonomia, linguagem e socialização.
O Jogo da verdade
O professor tem na sala de aula um lugar privilegiado, pois a atuação do educador não requer só a sua competência técnica mas um compromisso político, e por isso é que se pensa em recuperar o lúdico, denúncia pela cotradição com o prazer, para que a esperança não morra, através da resistência da festa.
Através dessa preocupação é importante valorizar o processo ensino-aprendizagem e não apenas o produto final. Pois Rubem Alves afirma que “só aprendemos o que nos dá prazer, pois é a partir das vivências que surgem a disciplina com a vontade de aprender, pois é evidente que quando o prazer está ausente que a ameaça se torna necessária (Histórias de quem gosta de ensinar, p.106).
Gosto muito das palavras de Paulo Freite “a disciplina não se impõe, se parteja, e se parteja na relação dialética, contraditória entre autoridade e liberdade”, sobre educação: diálogos, p.65).
Nessa perspectiva o educador deverá optar por considerar a sala de aula como local de cumprimento de tarefas, ou espaço de diálogos a vivências e convivências.
Nossa caminhada é andar o estar com na educação: vamos então repartir a alegria, o prazer de estar na escola, pois o aluno precisa estar motivado, sentir vontade, felicidade em estar na escola, pois a escola é um lugar de alegria lindo. E para finalizar acrescento uma frase de Paulo Freire que considera essencial para a nossa caminhada enquanto educadores (Sobre educação, diálogos, p.84-85) “ o educador não pode cansar de viver, a alegria do educando (...) no momento em que ele já não se alegra, não se arrepia, diante de uma alegria da descoberta, é que ele já está ameaçado de burocratizar a mente”.


Acadêmica: Sandra Marta Silvestre da Paz

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